A deliberação do Conselho Constitucional declarando a nulidade do negocio da Ematum ‒vertido nas “dividas ocultas” ‒, longe de nos fazer deitar foguetes ao ar, independentemente dos aspectos juridico-legais envolvidos, deve nos fazer reflectir, uma vez mais, sobre os modelos de gestão que queremos abraçar, se realmente almejamos um desenvolvimento social e económico justo para os moçambicanos.

Vem este assunto a colação da Conferencia Internacional de Doadores, realizada na cidade da Beira, da qual resultou a promessa de um apoio financeiro na ordem de 1,2 bilião de dólares, fundo que devera ser usado para reparar ou reconstruir infra-estruturas e activos físicos, integrar medidas melhoradas para “reconstruir melhor”e garantir a resiliência a futuros ciclones e inundações, recuperar a produção de bens e serviços, restaurar o acesso das pessoas a produtos e serviços e ainda restabelecer a governação (reabilitar edifícios públicos, capacitação para facilitar a gestão do processo de recuperação), entre outros.

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