Texto de Angelina Mahumane
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Rogério Zandamela, governador do Banco de Moçambique, alerta que apesar de alguns indicadores macroeconómicos estarem a melhorar nos últimos tempos, ainda existem riscos tanto para a economia doméstica como para a internacional.

Falando a jornalistas para anunciar as decisões do Comité de Política Monetária (CPMO) do banco, Rogério Zandamela detalhou que para o caso concreto de Moçambique continua a incerteza quanto ao ajuste da política fiscal, perante a confirmação da manutenção do congelamento e suspensão da ajuda externa directa ao Orçamento do Estado, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Os doadores disseram que não estão dispostos a retomar a ajuda ao nosso orçamento para 2018. Isto quer dizer que teremos grande parte dos problemas que tivemos em 2016, quando foram anunciados os cortes. As pressões do orçamento estão aí, mesmo com todo o esforço que a Autoridade Tributária possa fazer não há como, a curto prazo, compensar estes cortes substanciais da ajuda externa a Moçambique”.

Entretanto, Zandamela acredita que os moçambicanos podem viver sem ajuda externa, “mas será uma vida difícil. Aliás, por causa das decisões tomadas pelo FMI vive-se num ambiente de risco mais elevado do que antes”, sublinhou.

Para superar este momento e alcançar resultados sem o apoio de fora, Zandamela recomenda que se “redupliquem os esforços de lidar com a nova realidade”.

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19.10.201Banco de Moçambique