PES E ORÇAMENTO-2018: Indústria extractiva e comércio maiores contribuintes para PIB

Redacção

Os sectores de indústria extractiva, comércio e electricidade e gás, com 13,8 por cento, 7,2 e 7,0 por cento, respectivamente, são os maiores contribuintes no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2018, segundo projecções avançadas pelo Governo.

Dados contidos na proposta do Plano Económico e Social (PES) e o respectivo Orçamento, instrumentos recentemente aprovados pelo Conselho de Ministros e que já estão depositados na Assembleia da República, indicam que a agricultura e a indústria transformadora poderão concorrer com 4,4 e 5,0 por cento, respectivamente.

Em 2018, as previsões do Governo apontam para um crescimento do PIB na ordem de 5,3 por cento contra a expectativa de 5,5 por cento até ao final deste ano.

O crescimento da agricultura vai reflectir o investimento do Governo na produção agrária através dos Centros de Serviços Agrários, efectiva operacionalização dos regadios, libertação de semente de qualidade e assistência crescente aos produtores.

Com efeito, para a campanha agrária 2017/18 espera-se uma colheita de 3,3 milhões de toneladas de cereais, representando um crescimento de 11 por cento comparativamente à safra 2016/17, enquanto as leguminosas deverão atingir 816 mil toneladas, correspondendo a um incremento de 15 por cento.

A produção de raízes e tubérculos deverá fixar-se em 14,2 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 12 por cento.

Segundo a proposta do PES, nos cereais o destaque vai para a produção de 2,6 milhões de toneladas de milho e 443 mil de arroz. Estes níveis de produção serão garantidos pelo aumento de áreas de produção, o uso de tracção animal, mecanização, sementes melhoradas, fertilizantes e pesticidas, em combinação com as boas práticas tecnológicas disseminadas pelo serviço de extensão.

Para a cultura do arroz, contribuirá o estabelecimento, no distrito de Búzi, província de Sofala, da linha de crédito para a produção deste cereal, que entrou em funcionamento na campanha 2015/16, além da quota dos regadios do Baixo Limpopo em Xai-Xai e Chókwè, na província de Gaza.

Indústria extractiva

A indústria extractiva será suportada pelo aumento da produção de rubis, carvão minaral, areias pesadas (ilmenite, zircão e rutilo), gás natural e de materiais de construção.

De acordo com a proposta do PES-2018 a extracção de carvão mineral é estimada em 15,3 milhões de toneladas, sendo 10,3 milhões de carvão de coque e 5 milhões de carvão térmico, traduzindo um crescimento de 45,2 e 25,1 por cento, respectivamente. Este crescimento é sustentado pela recuperação da estabilidade que se vive no centro do país e a subida dos preços no mercado internacional.

Prevê-se para 2018 um crescimento dos níveis de produção de Ilmenite e zircão na ordem de 7,6 e 57,1por cento, respectivamente, como resultado da eficiência na capacidade instalada nos projectos de exploração das areias pesadas de Moma e Angoche, na província de Nampula, e Chinde, na Zambézia.

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