INVESTIMENTO PRIVADO: Novos projectos chegam a 558 milhões de dólares

Texto de Jorge Rungo
jorge.rungo@snoticicas.co.mz
De Janeiro a Agosto deste ano, a Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX) aprovou projectos empresariais para diferentes sectores, no valor de 558 milhões de Dólares norte-americanos e com potencial para gerar acima de 10 mil postos de trabalho em todo o país.

No total são 156 projectos que cobrem quase todos os sectores económicos com predominância para o industrial, com 47 iniciativas aprovadas, seguido pelos serviços, 34, e pelos agro-indústria e transportes e comunicações, 22 planos de investimento. Mas também foram aprovadas 11 iniciativas para a área de construção e 18 para o turismo e hotelaria.

O director nacional de Indústria, Mateus Mathusse, assegura que as propostas têm tudo para serem concretizadas, uma vez que foram aprovadas dentro do contexto da nova Política e Estratégia Industrial que define sete subsectores tidos pelo Governo como prioritários.

Entre as tais áreas prioritárias alistam-se a indústria alimentar e agro-industrial, vestuário, têxtil e calçado, minerais não metálicos, processamento de madeira e produção mobiliária, química, borracha e plásticos, metalurgia e fabrico de produtos metálicos, assim como o subsector de papel e impressão.

Do pacote aprovado de Janeiro até ao momento, o Ministério da Indústria e Comércio (MIC), entidade que superintende a APIEX pisca o olho para alguns que têm o condão de serem apelativos para investidores estrangeiros que hesitam quando o assunto é aplicar os seus fundos em Moçambique.

Um exemplo que não sai do foco é o da construção da fábrica de cerveja da marca holandesa Heineken que tem a pretensão de produzir cerca de 80 milhões de litros desta bebida por ano. Para o efeito, já foi identificado um terreno no distrito de Marracuene, província de Maputo, foram feitas adaptações na lei que rege o Imposto sobre o Consumo Específico (ICE) e estão a ser despachados os diferentes documentos afins. Ao ritmo em que o processo está, a Heineken vem mesmo a Moçambique.

A par desta cervejeira, o MIC “apadrinha” o plano de produção de cerveja a partir de milho, uma iniciativa apresentada pela Cervejas de Moçambique que, pelo que consta, deverá estimular a produção de milho em todo o país e ter um impacto multiplicador na economia como já está a acontecer com a produção de mandioca.

No chamado sector de Minerais não Metálicos mencionam-se vários investimentos orientados para a construção de fábricas de cimento, com ênfase para a região de Chimbonila, na província de Niassa, cujo investimento é estima do em 20 milhões de dólares.

Mateus Mathusse aponta ainda para a existência de outros projectos da área dos cimentos, como são os casos da Mehiua Cimentos, que se propõe a aplicar cerca de 120 milhões de dólares e gerar mais de 900 postos de trabalho no distrito de Macomia, província de Cabo Delgado.

A província de Gaza também poderá beneficiar de investimentos propostos pela refinaria de minerais denominada Dingsheng, a qual pretende se estabelecer no distrito de Chibuto, onde poderá recrutar e empregar acima de 1200 trabalhadores.Ainda no rol dos projectos de grande envergadura constam a “Yara” que se mostra pronta a produzir fertilizantes, a Shell está interessada em produzir combustíveis líquidos e a Baobab Resources que quer fazer 1,3 milhões de toneladas de ferro e aço em cada ano. Tem ainda uma unidade de produção de 90 mil toneladas anuais de açúcar orgânico no distrito de Chemba, província de Sofala, entre outras.

 

Os 47 projectos aprovados pela APIEX para o sector industrial correspondem a 431 milhões de dólares, o equivalente a 73 por cento do total que receberam autorização de Janeiro a Agosto, a que se segue o sector de Serviços com 34 propostas aceites e que sugerem um investimento global de 48 milhões de dólares.

Neste sector (Serviços) há a destacar a proposta turística denominada Nsime Katembe Holidays Investment que poderá aplicar 22 milhões de dólares no distrito de Matutuíne, província de Maputo, sendo que se trata de Investimento Directo Nacional (IDN).

Depois vem a área de Construção que se propõe a despender um pouco acima de 48 milhões de dólares, numa combinação entre IDN e Investimento Directo Estrangeiro (IDE), com dois grandes projectos baseados em Maputo e os outros Inhambane, Zambézia, Cabo Delgado e Nampula.

Na Agro-indústria chama a atenção o facto de mais de 90 por cento dos 22 milhões de dólares aprovados serem de IDE e de todas as 22 iniciativas estarem localizadas nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, com excepção de um denominado “SSS Agro” que pretende se estabelecer em Mutarara, província de Tete. Outro dado que salta à vista é que 10 destes projectos são para diferentes partes de Inhambane.

No que se refere ao sector de Transportes e Comunicações, os proponentes de investimentos são também 22 e tiveram aprovação para aplicar quase 21 milhões de dólares e na Hotelaria e Turismo o maior destaque vai para a possibilidade de construção de um casino na cidade de Maputo, a um custo superior a nove milhões de dólares, de um volume total aprovado para este sector que é de pouco mais de 16 milhões de dólares.

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