Foiem plena celebração do Dia Internacional de Redução de Desastres, assinalado ontem, que o Gabinete das Nações Unidas para a Redução de Risco de Desastres (UNISDR) apresentou o relatório global sobre as perdas económicas resultantes de eventos climáticos, o qual não menciona nada acerca de danos ocorridos no continente africano. A desculpa para essa omissão é simplesmente intrigante. “Áfricaainda não tem bancos de dadosorganizados”.

Terminou ao fim da tarde de ontem a Plataforma África-Árabe sobre a Redução de Riscos de Desastres que vinha decorrendo na cidade de Tunis, capital da Tunísia, onde, entre outros eventos, foi lançado um relatório que inquietou a imprensa africana que cobriu aquela conferência.

É que naquele documento nada consta, de forma directa, sobre os estragos que as cheias, seca, vendavais, tremores de terra, relâmpagos e outros acontecimentos climáticos causam sobre infra-estruturas sociais e económicas existentes nos países africanos, limitando-se a fazer referência ao que acontece em outros continentes.Segundo a UNISDR, o documento foi preparado na perspectiva de fazer uma apreciação do que aconteceu nos últimos 20 anos em todo o mundo, onde se conclui que os tremores de terra e tsunames matam cada vez mais pessoas, enquanto as mudanças climáticas são responsáveis pelas perdas económicas.

 

O documento diz que nos últimos 20 anos o mundo assistiu a um aumento “dramático” de cerca de 200 por cento de perdas económicas, o correspondente a quase três triliões de dólares, dos quais 77 por cento, ou seja, dois triliões e duzentos biliões estão relacionados com estragos causados pelo clima.

Texto de Jorge Rungo, em Tunis

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