Texto de JORGE RUNGO
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O Presidente da República, Filipe Nyusi, fez um discurso incisivo no final da Conferência de Oportunidades Locais para o fornecimento de bens e serviços à Anadarko, que foi realizada na cidade de Pemba, na sexta-feira. Em cerca de 25 minutos, o Chefe de Estado deixou cristalino que, depois da abertura demonstrada por aquela empresa petrolífera, não deve haver espaço para se alardear que não se sabia de nada e se fazer de vítima. No final, rechaçou a ideia de que os recursos de Palma são para o povo de Palma. “São recursos dos moçambicanos”.

Foi a primeira vez que uma multinacional se abriu com a necessária antecedência e deu a conhecer as áreas em que as empresas nacionais podem operar. Aliás, foi por causa disso que a presidente do Conselho de Administração do Barclays Bank Moçambique, Luísa Diogo, tomou a palavra e sublinhou que aquele era um evento histórico.

É que, naquela conferência, a Anadarko fez uma espécie de prestação de contas ao oferecer números, datas e lugares onde pretende que os empresários façam investimentos e ainda dispôs-se a apoiar em aspectos cruciais com ênfase para a certificação das empresas nacionais e em formações afins.

Aliás, os representantes da Anadarko repisaram que a certificação, tida pelos Homens de negócios nacionais como “um bicho-de-sete-cabeças”, não vai “engolir” a ninguém. “Não tenham medo da certificação. Nós iremos ajudar-vos a ultrapassar esse assunto”.

Mais ainda, é que toda aquela informação foi oferecida aos empresários moçambicanos muito antes da tomada da Decisão Final de Investimentos (DFI), que só deverá ocorrer no decurso do primeiro semestre do próximo ano, pelo que os apelos feitos às associações empresariais e à Confederação das Associações Económicas (CTA) foram todas no sentido de que é preciso começarem a preparar os seus membros para a realidade que se avizinha.

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