Texto de Jorge Rungo

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A Associação Moçambicana de Economistas (AMECON) foi recentemente a eleições. António Manheira Tivane foi o vencedor da corrida. Sonha em transformar aquela colectividade numa Ordem, como a dos Médicos, Engenheiros e Advogados. Quer que seja dinâmica e capaz de intervir antes das fatalidades económicas, mostrando ao país os possíveis caminhos para o sucesso. 

Na sede da colectividade, António Tivane aceitou “retalhar” exaustivamente as nuances da nossa economia, alrdeando sempre a necessidade de uma maior disponibilidade para o diálogo entre o sector privado e o Estado.

A AMECON tem sido um fórum privilegiado de debate de matérias económicas mas, desde que o seu elenco tomou posse, em Abril, não se tem ouvido falar desse tipo de eventos. O que se passa?

Provavelmente não tenhamos tido a capacidade de publicitar, mas ainda na semana passada estivemos envolvidos num debate sobre Como Melhorar o Ambiente de Negócios em Moçambique. Também temos em perspectiva um evento que será realizado na Feira Internacional de Maputo (FACIM), pois dispõe de um espaço para palestras e “workshops”.

Assuntos económicos andam de mãos dadas com a política. Como pensam lidar com esse capítulo?

Não temos nenhum receio porque já tivemos contacto com os políticos para apresentar aquilo que é a filosofia que vai orientar esta direcção. Dissemos que a nossa filosofia será baseada na intervenção prévia. Não queremos aparecer a fazer críticas a assuntos consumados. Somos uma organização de economistas e gestores e dissemos que a nossa actuação deve ser prévia. O que significa que queremos ser envolvidos antecipadamente na discussão das decisões, sobretudo de natureza económica.

Não tem sido assim?

Este é um processo. Ainda estamos a nos estruturar. Não queremos que o Governo, quando tiver de discutir algum assunto, diga para mandarmos um economista. Um dos aspectos que consta do nosso programa, aprovado recentemente, é a criação de um seguimento de pesquisa e investigação que terá sete núcleos que se vão especializar em diferentes matérias de economia, nomeadamente micro-economia, macro-economia, economia sectorial, economia monetária, a parte fiscal, entre outros.

Enquanto isso, em vários fóruns tem sido debatida a sustentabilidade da dívida interna que, no ano passado, cresceu em cerca de 21 por cento. Acredita que é possível conter o crescimento desta dívida? Como?

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11.04.201Banco de Moçambique

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