Texto de Idnórcio Muchanga

A Associação Moçambicana de Panificadores (AMOPÃO) veio a público, em meados de Março, anunciar que as padarias iriam uniformizar o preço e o peso do pão. No entanto, até ao momento, são poucas as padarias que estão a implementar a medida, que devia ter entrado em vigor no dia 3 do mês em curso. Entretanto, o que ocorre é que somente parte das padarias respeita o acordado.

Numa ronda efectuada nas cidades de Maputo e Matola, domingo constatou o incumprimento do compromisso. Na panificadora “Xakurhola”, no bairro de Maxaquene, o pão custa entre três e dez Meticais. Na mesma zona, a padaria “Bela Rosa” vende a 6,5 Meticais, contrariando a orientação da AMOPAO, no sentido o produto não estar abaixo de 7 e acima de 8 Meticais.

A anarquia no mercado de panificação está a indignar alguns profissionais da área. O gerente da Padaria 1.º de Maio, Cruz Lumbela, condenou o facto “por estar a prejudicar todo o sector, uma vez que a introdução desta medida visava harmonizar o mercado”.

No entanto, segundo observou, “ainda não vimos nenhuma comissão da associação e nunca ouvimos falar de penalizações aos prevaricadores, mas diariamente assistimos à desordem na aplicação de preços”, denunciou Lumbela.

Enquanto isso, Arlindo Afonso, encarregado da Padaria “Pão Natural”, disse que chegou a registar ligeira redução de clientes na primeira semana da uniformização do peso e preço do pão.

O facto ocorreu quando a padaria a escassos metros do seu estabelecimento continuava a vender o pão a seis Meticais, contrariando a nova ordem.

Para reverter a situação, “tivemos de solicitar a fiscalização. Desde então, uniformizámos o preço. Estamos a vender o pão, no balcão, a sete Meticais e aplicamos o mesmo preço para os revendedores”, destacou.

Infractores serão penalizados

–Victor Miguel, presidente da AMOPÃO

Reagindo à situação actual, o presidente da Associação Moçambicana de Panificadores (AMOPÃO), Victor Miguel, disse haver um trabalho com a fiscalização para restabelecer a ordem e penalizar os associados que não cumprem o acordo.

A comissão está no terreno a trabalhar e, provavelmente, teremos resultados a partir da próxima semana. Não podemos ter pão a ser vendido acima de oito Meticais e nem abaixo de sete, sobretudo para os revendedores, para se evitar a especulação”.

Miguel lembrou que acordou-se que o pão deveria chegar ao consumidor final a sete ou oito Meticais e fazer-se de tudo para que os revendedores não especulem. Foi, igualmente, decidido que as panificadoras deviam melhorar as condições em que produzem, transportam e comercializam o produto.

Outro aspecto, segundo Victor Miguel, tem a ver com o consenso entre os locais públicos de venda e os preços a praticar, para se evitar os conflitos que se têm registado. Para tal, a associação vai trabalhar em coordenação com as entidades governamentais para futuramente passar-se a transportar o pão e comercializar-se em carros próprios e devidamente identificados.

 

Assim, “vamos parar de transportar pão em camionetas de caixa aberta cobertas por lonas. Estamos a criar condições para se avançar com o projecto porque sabemos que precisamos de investimentos”.

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