Redacção

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e a firma chinesa Empresa Nacional de Petróleo da China (CNPC) rubricaram ontem em Maputo dois acordos para a viabilização da exploração do gás de Temane e Inhassoro, enquanto se aguarda pela conclusão da prospecção do gás do Rovuma.

 

O entendimento está enquadrado no âmbito da visita que da visita oficial que Li Zhanshu, presidente da Assembleia Popular da China efectua desde ontem a Moçambique para o estreitamento das relações de amizade e cooperação sino-moçambicanas.

Trata-se dos memorandos que estabelecem a Comissão Conjunta de Cooperação e o atinente à formação de quadros na exploração de hidrocarbonetos (petróleo e gás).

Omar Mithá, presidente do Conselho de Administração da ENH, afirmou que os acordos rubricados visam acelerar os projectos de exploração de gás no território nacional, entre eles, a construção de uma refinaria, bem como pipelines para que o recurso chegue a cada uma das províncias.

Segundo explicou, Moçambique possui largas vantagens comparativas no mercado da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), para onde o gás poderá ser exportado a partir dos portos de Maputo, Beira e Nacala, logo que forem concretizados os projectos-âncora em carteira, nomeadamente, Temane, Inhassoro e Rovuma.

Mithá lembrou que foi neste contexto que, no mês passado, foi lançado um concurso internacional para a construção de uma refinaria.

Enquanto isso não acontece, de acordo com Mithá, a ENH está a formar parceira com a CNPC, entidade com larga experiência no transporte de gás natural, quer por via marítima, como por terra.

Uma destas parcerias tem a ver com a formação de quadros, sendo que brevemente técnicos moçambicanos serão movimentados para a China e vice-versa, no sentido de haver troca de experiências.

“A verdade é que como ENH temos de nos preparar porque todos os projectos da bacia do Rovuma estão na forma de concepção e têm prazo, nomeadamente, 30 anos e depois disso reverterão a favor do Estado. Como moçambicanos temos de nos organizar para quando chegar tal fase tenhamos capacidade de operar os projectos de petróleo e gás”,disse.

Para ele, a criação da comissão conjunta visa fundamentalmente a obtenção de uma metodologia do trabalho, sobretudo, no que respeita aos protocolos de comunicação entre as duas partes, bem como a viabilização das reuniões conjuntas já estão definidas, uma em Maputo e outra em Beijing.

Entretanto, Hou Qijum, vice-presidente da CNPC, considerou Moçambique um parceiro estratégico na indústria de gás natural tendo assegurado que a sua instituição vai honrar os compromissos assumidos, privilegiando vantagens mútuas.

Segundo ele, estão criadas as condições para as duas empresas avançarem na exploração daquele recurso natural cuja aplicação vai para além da indústria, podendo ser usado na agricultura, consumo doméstico, turismo, entre outras áreas.

Para Hou Qijum as duas empresas devem ainda viabilizar a criação dos comités como mecanismo de coordenação nas áreas de gás e petróleo onde Moçambique ainda é um diamante por lapidar.

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