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            Texto de Frederico Jamisse 

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            Major-General Tomé Eduardo: De “Comandante de Guerrilha a dirigente do Estado”é o título do livro de Renato Matusse que será lançado no próximo dia 12 de Junho, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano.

            Com 302 páginas, o livro que sai sob chancela da Nachingwea Editores, faz uma abordagem sobre o percurso militar do Major General Tomé Eduardo até a fase em que se tornou dirigente.

            Renato Matusse explica que para a produção da obra fez entrevistas a Tomé Eduardo, pesquisou arquivos e ouviu amigos e demais pessoas que partilharam vários momentos com a personagem do livro.

            Tomé Eduardo: herdeiro do espírito de resistência e de luta; Organização política e social Maconde; Resistência activa à invasão portuguesa; Filiação, infância e iniciação social; Integração na Frelimo; Os primeiros passos na Frelimo; Treinos militares em Bagamoyo e na Argélia; Instrutor em Kongwa; A primeira experiência de guerra; Formação na URSS e Vice-Chefe do Campo de Nachingwea; Preparação e reabertura da frente de Tete, O trabalho em Sofala; Chegada e tomada de posse; Fim do mandato e resultados; são alguns dos vários temas em abordagem no livro.

            No prefácio, João Américo Mpfumo,  Major- General na Reserva, escreve: “ Na frente das Operações de Tete ele revelou-se um estratega militar de primeira água, um comandante determinado e um dirigente político forte e firmemente comprometido com a causa de liberdade, paz e desenvolvimento do Povo Moçambicano. Ele deu um valioso e incomensurável contributo para o avanço impetuoso da Luta de Libertação nacional em Tete e para a sua extensão às frentes de Manica, Sofala e Zambézia, bem como para o Zimbabwe, trabalhando com a ZANU e obrigando as tropas de Ian smith a ocuparem-se da guerrilha interna, deixando, assim, o inimigo português mais vulnerável, ainda aos nossos ataques”.

            Renato Matusse, autor da obra, afirma: “Primeiro gostaria de  explicar que Tomé Eduardo nasce entre os Makondes. É de Muidumbe e aqui está explicada como é que os Makondes resistiram à ocupação colonial e ele bebe um pouco esse espírito quando mais tarde junta-se à Luta de Libertação Nacional”.

            Segundo Renato Matusse, Tomé Eduardo teve muita influência na sua veia nacionalista de um Padre. “ O primeiro Padre negro que eles viram lá era de Taninga- Padre Horácio Mabui.Tomé Eduardo junta-se ao segundo grupo para formação na Argélia e quando regressa é colocado como um dos instrutores no centro de Bagamoyo.  Mais tarde vai para a frente de Tete, como chefe adjunto do departamento de defesa”, explica.

             

            Segundo Matusse, Tomé Eduardo usava o nome de Omar Juma e destacou-se como peça importante para a frente de Tete. Ele esteve envolvido no ataque que forçou os portugueses a saírem de Cabo Delgado para escalar o centro do país. “Em um dos ataques contou com a mulher dele, quando foi destruída parte do aeroporto de Chingodzi”, referiu.

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