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            Redacção

            O ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, esclareceu que a 21 de Novembro de 2016 o Fundo Monetário Internacional (FMI) decidiu retirar Moçambique da lista dos países que carecem de ser penalizados por não terem fornecido a informação.

            “A partir desse período, não há dívida oculta na óptica daquele organismo, ficou tudo esclarecido”, garantiu, falando semana finda na sessão de perguntas dos deputados ao Governo

            Relativamente aos números, argumentou que o stock da dívida pública nofinal de 2017 foi de 8.761 milhões de dólares, dos quais a multilateral que é a contraída de instituições como o Banco Mundial e BAD foina ordem de 4.180 milhões e a bilateral, contraída junto de alguns países, foi de  4.581 milhões.

            Adívida comercial foino valor de 1.859 mil milhões de dólares, dos quais 727,0 milhões de títulos colocados no mercado de capitais internacional em 2013; 1132 de dívida sindicada com garantia soberana e 53,0 de outras garantias, perfazendo um total de 10.693 milhões de dólares, ou seja 10,6 mil milhões de dólares americanos de dívida externa.

            “O stock da dívida interna até ao final de 2017 foi de 100,5 mil milhões de Meticais, que inclui 56,58 mil milhões resultantes da implementação de política de consolidação fiscal visando trazer mais transparência orçamental através da titularização da dívida existente e a introdução de novas regras de importação de combustíveis que exigiu a garantia monetária”,disseMaleiane.

            Acrescentou que o serviço da dívida externa em 2017 foi de 271 milhões, ou seja 16,3 mil milhões de Meticais. A pública de 19.913 milhões. Disse ainda que o Governo não está a pagar a dívida comercial, cujo stock é de 1.859 milhões, estando no momento em negociação para a sua reestruturação.

            “O Executivo tem estado a implementar medidas de política fiscal iniciada em 2015, com vista a imprimir maior rigor nos gastos públicos e reforçar os mecanismos de cobrança de impostos, o que contribuiu para a redução do défice global antes de donativos de 7,5 por cento do PIB, em 2015, para 3,4 por cento no ano de 2017”,explicou.