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              19.10.201Banco de Moçambique

              Redacção

              A meta do recenseamento eleitoral para as eleições autárquicas de 10 de Outubro próximo pode estar comprometida, a 5 dias do fim do processo. Até a meio da semana finda tinham sido registados 5.366.384 eleitores dos 7.817.887 previstos nos 53 municípios.

              Os órgãos de administração eleitoral, Comissão Nacional de Eleições (CNE) e o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), mostram-se preocupados com os números, entretanto, admitem a possibilidade de os cidadãos estarem a deixar tudo para o fim. 

              À busca de alternativas, os órgãos eleitorais decidiram estender o horário das 8.00 às 16.00 por mais duas horas, ou até ao último eleitor presente no posto de recenseamento. No entanto, até sexta-feira, o nível de adesão continuava abaixo das expectativas, sobretudo, nos municípios das capitais provinciais.

              Os dados acumulados indicavam a província do Niassa, com cinco autarquias, como a que registava menor número de inscritos, 270.868, correspondentes a 47,66 por cento. Cabo Delgado, com igual número de municípios, era a melhor com registo de 466.013 cidadãos, o correspondente a 92,74 por cento.

              A seguir figuravam as províncias de Gaza (5 municípios), 85,77 por cento; Inhambane (5), 81,20 por cento; Sofala (5), 75,51 por cento; Nampula (7), 74,23 por cento; Manica (5), 72,52 por cento; Zambézia (6), 70,07 por cento; Tete (5), 69,70 por cento; Maputo-cidade, 56,34 e, por fim, Maputo-província (3), com 51,20 por cento dos eleitores registados.

              Embora reconheçam que o cenário não é agradável, os órgãos eleitorais acreditam no incremento do número olhando para o hábito dos cidadãos de deixarem tudo para os últimos dias.

              Trata-se de uma ideia que até pode fazer sentido visto que numa ronda efectuada pelo domingo por alguns postos das cidades de Maputo e Matola era notória a azáfama, como foi o caso de professores cujas escolas acolhem as brigadas.

              Quem não vê com bons olhos esta postura é Abdul Carimo, presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), que reprova a tendência de deixar tudo para o fim, porque nessa altura os equipamentos podem avariar e/ou os brigadistas podem acusar fadiga por sobrecarga.

              Para o processo foram recrutados 7173 brigadistas, distribuídos por 3234 postos, perfazendo 2377. Na última semana alguns postos foram reforçados em pessoal e equipamento para responder à demanda.

              Sobre o processo, Abdul Carimo ressalvou que depois de perturbações nas primeiras duas semanas devido à falta de domínio do equipamento, por um lado, e, por outro, pelo facto de algum material ter registado deficiências nos últimos dias, tudo decorre sem sobressaltos.    

              “Passadas cerca de três semanas, o processo estabilizou-se em todo o país. É verdade que num ou noutro lugar pode acontecer uma avaria, mas, de modo geral, já temos o processo estabilizado. A primeira e a segunda semanas foram bastante animadoras em termos do número dos eleitores registados, mas a partir da terceira tivemos uma redução drástica”,explicou.

              Acrescentou que o órgão eleitoral tem-se desdobrado na educação cívica dos cidadãos, não percebendo a razão da fraca afluência, sobretudo nas zonas urbanas, onde aparentemente as pessoas são mais esclarecidas.

              São exemplos de fraca adesão as cidades da Matola e de Maputo que registam pouca afluência dos cidadãos, quando na periferia há enchentes havendo casos em que as pessoas têm de voltar no dia seguinte.

              “Na zona norte da cidade da Matola, como os bairros de Muhalaze e Intaka, onde a afluência é maior, a sugestão foi de acrescentar o número dos MOBIL ID para recensear o maior número de cidadãos e garantir que ninguém volte para casa sem ter efectuado o seu registo”,disse.

              Para ele, o país é constituído por cidadãos de várias sensibilidades e influências, o que explica as diferenças. “Por exemplo, em relação a Maputo-província estamos a falar da cidade da Matola que regista índices baixos, mas, no distrito da Namaacha, a perspectiva é ultrapassar 100 por cento, pois já estamos com cerca de 80 por cento, para não falar de Boane e Manhiça que estão no bom caminho”.

              Acrescentou que o mesmo acontece na cidade de Maputo em que, por exemplo, os distritos KaMavota, KaMubucuane e Nhlamankulu conheceram números relativamente superiores comparativamente ao distrito municipal KaMpfumu, em que os números são baixíssimos.

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