Estamos a combater pouco

Juliano Máquina, tal como os outros, já está cansado de se treinar em vão, sem calendário de provas, quer sob égide da Associação de Boxe da Cidade de Maputo (ABCM) quer sob égide da Federação Moçambicana de Boxe (FMBoxe).

“ Treinar sempre e saber quando combater, para além de ser desgastante, afecta negativamente a carreira de um atleta, ” desabafa o jovem de 23 anos, que participou nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

“ O rendimento de quem treina e deixa de treinar à espera que seja comunicado da primeira prova do ano, dia que subir ao ringue nunca será bom. A pessoa treina porque ouviu que, finalmente, vai haver uma prova ao nível da cidade e deixa de treinar porque aquilo que tinha ouvido não passava de fofoca”, descreve Máquina, muito desiludido com os dirigentes de boxe.

Máquina diz que precisaria no mínimo de dez combates por ano, mas chega-se ao meio do ano sem nenhum combate e sem saber quando o ter.

 “No mínimo precisaria de dez combates ao ano para me sentir pugilista de verdade. Porque está difícil haver provas de boxe no país, vou treinando somente para manter a forma física, dai que não me preocupo com a pesagem. Vou subir ao ringue com o peso que tiver nessa semana ou nesse dia, quando formos surpreendidos com a notícia de realização de alguma prova. No princípio de cada ano a federação devia fazer chegar o seu programa de trabalho e calendário de provas às associações e cada associação devia distribuir plano das suas actividades e calendário de provas aos clubes. Que saibam os dirigentes que sem combates não há boxe”, refere Juliano Máquina

Apesar do boxe nacional continuar na incerteza, sem programação nem destino, sobretudo na capital do país, o sonho de ser uma estrela da modalidade ainda não morreu em Juliano Máquina.

“ O meu sonho de vencer continua em pé, mas depende dos dirigentes do desporto no país, dos que dirigem a federação, dos que dirigem a associação e dos que dirigem o meu clube. Se dependesse de mim, já estaria a participar em todos os Jogos Olímpicos, campeonatos africanos e mundiais. Deixaria tudo para me dedicar só ao boxe.”

Porque alguma coisa deve começar a mudar no boxe, o soldado (é militar) Juliano Máquina, pugilista do Matchedje, sugere aos dirigentes para que sejam “ mais sérios.” E sublinha “ desporto não se faz de improvisos e nem sem consideração ao atleta.”

Da propalada bolsa, a que se dizia que tinha direito, juliano Máquina prefere dizer “ é melhor esquecer. Eles vêm me prometendo há algum tempo. Hoje em dia, por ter ficado muito tempo sem competir, fica difícil avaliar o meu nível. Estamos parados há mais de oito meses.”

 

 

 

Editorial

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