ALBERTO SIMANGO JR., PRESIDENTE DA FMF: Promotores de violência terão punição exemplar

Texto de Custódio Mugabe

Após mais um episódio de violência nos campos de futebol, o presidente da federação da modalidade, Alberto Simango Jr., lembra que a garantia da segurança dos jogadores, treinadores, dirigentes, árbitros e adeptos de futebol é um direito cívico que deve ser garantido pelas autoridades competentes e que cabe ao organizador e delegado do jogo assegurar que as condições exigidas para a realização do espectáculo desportivo estão devidamente observadas ou não.

Na sequência dos ataques dos adeptos do 1.ᵒ de Maio aos jogadores do Textáfrica, quarta-feira passada – que vem juntar-se à recente agressão de árbitros em Pemba – competia-nos ouvir o dirigente federativo que planos existem para debelar a insurreição a curto prazo, tendo a conversa decorrido nos termos que se seguem:

Mais uma vez o país desportivo é abalado por actos de violência no futebol. Os recorrentes apelos da federação parece que, definitivamente, não resultam. Há que encontrar novas armas?

 

Infelizmente, estamos perante uma situação recorrente. Recentemente, depois do caso ocorrido em Pemba, apelámos em conferência de imprensa conjunta com a Liga Moçambicana de Futebol a toda família do futebol para que não se envolva em actos de violência. Dissemos que a tolerância será zero e é esse o nosso princípio. No caso de Quelimane, estranhamente, não vimos a acção de quem de direito para evitar ou impedir que aquela situação ganhasse a dimensão que teve. Os órgãos da federação e da liga estão a trabalhar, vão no fim avaliar a situação para tomar as medidas exemplares para que situações do género não se tornem prática nos nossos campos. Condenamos os actos, e logo que aconteceram, os órgãos de disciplina das duas entidades foram activados para aprofundar as informações disponíveis de modo a aplicar os regulamentos.

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