CASIMIRO NYUSI: “Ximbombo” é a afirmação da minha moçambicanidade

Makonde, foi o disco de estreia. Depois Gweka. Agora é a vez de Ximbombo. Casimiro Nhussi não para de surpreender. Curioso, todos os discos foram nomeados para os Canadian Music Awards. Conquistaram prémios na categoria de World Music. Filho desta terra, Casimiro Nhussi prepara-se para, em Agosto próximo, trazer para nós, o Rufar dos tambores!

O último CD de Casimiro Nhussi tem 12 temas, nomeadamente Sem Sapato, Muatche, Niassa Land, Ximbombo, Assalale, Chema, África, Ugwali, Xylilo, Tanganyika, O Grito e Adágio. São músicas marcadamente de temática sócio-cultural, que revisitam as nossas raízes, o nosso dia a dia e, acima de tudo, revelam a riqueza musical tradicional do nosso país.

Produzido claramente sobre uma base de música tradicional, o disco contou com a colaboração de um vasto naipe de instrumentistas de diversas partes do mundo: O congolês Ewingi B. Kiki (guitarra e baixo), os canadianos Cam MacLean (guitarra e Orgão), Jay Stoller (tambores), Kelly Leveille (bateria), Nick Kolisnyk (Trompete, Corneta), Tim Church (percussão), Dan Dohahue (baixo e teclados), Roger Cloutier ( Sax Tenor,) o norte-americano Dave Brown (Alto Sax), o zimbabweano Nomo (coros), o sudanês  Binasio Wani (baixo), entre outros.

Casimiro Nhussi, recorde-se, começou a dança em Moçambique, com a Companhia Nacional de Canto e Dança (CNCD). Foi depois para New York, onde trabalhou com o Alvin Ailey American Dance Centre. Descobriu lá uma nova maneira de dançar, mais contemporânea. Instalou-se no Canadá em 1997 e criou a NAfro Dance em 2002.

Trabalha como professor de dança para a Escola de Dança Contemporânea de Winnipeg e para o Royal Winnipeg Ballet's Recreation Program. Como músico, é o líder do NAfro Band e do Kalahari Drumming Group, e é membro do Bafana Drumming Group e do Million Civilian.

E é nesse ambiente que o multifacetado artista “gerou” o disco Ximbombo que, na sua própria voz, é afirmação da identidade cultural de um povo; é o grito de um povo que aceita a evolução sem contudo perder as suas origens.

Acrescenta que escolheu Ximbombo como titulo “porque espelha fielmente aquilo que quero dizer. Eu sou moçambicano sim. Vivo na diáspora mas as minhas raízes estão aqui. A minha inspiração vem daqui. Os sons e ritmos que me animam e são a base do meu trabalho, são daqui. O Ximbombo é o rufar desses tambores que me acompanham.”

Ex-bailarino da CNCD, onde criou inúmeras coreografias – Ode á Paz, Arvore Sagrada, Raizes, entre outras – diz que fazer música é uma forma de expressar os seus sentimentos: “a arte está em mim…aliás, eu me expresso através da dança, poesia… impossível imaginar a dança sem música, assim como o contrário.”

Nhussi diz que gravar este disco foi uma experiência enriquecedora porque permitiu-lhe revisitar a sua própria história desde os tempos da Companhia Nacional de Canto e Dança até agora.

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