MÚSICA: O despontar de Assa Matusse

Texto de Maria de lurdes Cossa
malu.cossa@snoticicas.co.mz

É uma jovem talentosa e ousada. Emergiu recentemente na arena musical nacional e detém uma voz potente e cativante. Apesar da pouca idade, decidiu fugir de estilos típicos entre jovens da sua idade em Moçambique e mergulhou no afro jazz, jazz e fusion. O seu álbum de estreia, “+ EU”, divulgado oficialmente em 2017, é a prova disto. Ainda assim, reflecte maturidade, afinal em 14 faixas musicais traz qualidade do primeiro ao último tema.

Assa Matusse, 23 anos, bebe da música desde criança. Foi o senhor Raimundo Matusse, seu pai, quem a apresentou a este mundo. Ele canta, toca guitarra e sempre fez questão de cantar em casa sem se dar conta de que estava a incutir o mesmo bichinho na filha.

Segundo Assa, ele também é um compositor e os temas “Xihono” e“Pfukane”, dois do álbum “+EU”, são suas letras.

Aos sete anos a jovem subiu, pela primeira vez, num palco. Estava a cantar para os seus vizinhos que normalmente afluíam à sua casa, em Mavalane, às sextas-feiras, para acompanhar diversos shows que os irmãos da jovem, amantes de rap, organizavam.

Naquele dia, ela cantou rap influenciada pelos seus irmãos. A letra tinha sido composta por eles e, segundo lembra, era algo como: “‘chamo-me Assinha, sou bonitinha, vizinha da Talinha, por isso sou considerada uma rainha. Foram momentos que sem eu me aperceber faziam crescer em mim o bichinho artístico”, afirma.

Dali em diante, nunca mais parou. Cantava em todos os lugares, inclusive na escola ao intervalo. E, em 2009, aos 15 anos, por influência da amiga, participou do programa de busca de talentos musicais Tribo Júnior e sagrou-se a grande vencedora.

Depois do programa Assa não queria ser vista apenas como sendo a miúda que venceu um concurso na televisão: iniciou uma luta para conseguir gravar um álbum.

Entretanto, as portas não se abriam. Inconformada com a situação, decidiu, anos mais tarde, participar num outro concurso de que tinha ouvido falar. Desta vez, o vencedor teria como grande prémio a oportunidade de gravar um álbum.

Assa conseguiu ingressar mas, no fim, ficou posicionada na terceira posição, e não teve o prémio almejado. No entanto, “para a minha surpresa, Zé Pires descobriu-me e, mesmo sem ter ganho o concurso, veio ter comigo para dizer que me ajudaria a gravar um disco. E hoje aí está o ‘+EU’”, afirma.

Nascida a 12 de Junho de 1994, em Maputo, Assa vem de uma família pobre. Ela passou fome inúmeras vezes, mas, “porque há muito amor entre nós sempre conseguíamos suportar. Hoje, graças a Deus, esses momentos estão só nas nossas memórias”.

“+ EU”: O ÁLBUM DOS SONHOS

Apesar de não ser de massas, Assa é uma artista a se ter em conta pela qualidade que mostra mesmo sendo tão nova. Segundo conta, no início da carreira há quem pensava que a sua voz seria um entrave para chegar à música. E, por isso, “ouvia frequentemente não chegas longe. A tua voz é grossa. Há meninas que cantam melhor”.

Mesmo assim, não se deixou intimidar. Agarrada aos seus sonhos continuou a lutar acreditando que um dia atingiria altos patamares e que não é o Homem quem traça o destino do outro.

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