Especializou-se em flauta transversal mas é pelo canto que encanta. Sheila Jesuíta é uma corista de renome. Ao longo de mais de 15 anos nesta área, trabalhou com nomes sonantes da música nacional e internacional. Hoje integra a mítica banda Ghorwane. É a primeira mulher a trabalhar na íntegra com os também chamados “Bons Rapazes”.

A sua relação com a música começou aos cinco anos de idade. Aos nove ingressou na Escola Nacional de Música (ENM). Aprendeu canto e especializou-se em Flauta transversal. Foi integrante do Majestcoral, onde ingressou após terminar o seu curso na ENM. Diz ter aprendido muitas técnicas do maestro Ricardo Cândido.

Além de integrar a banda Ghorwane, segue também uma carreia a solo. Porém, afirma e reafirma que nada a fará desistir de fazer coros.

Os coros ajudam-nos a nos reinventarmos. São uma escola que não se pode deixar, aliás os melhores cantores do mundo passaram primeiro pelos coros.”

A ideia de ter uma carreira a solo surgiu pela necessidade de constante reinvenção e porque as pessoas exigem, já há algum tempo, que traga um trabalho discográfico.

A produção daquele que será o seu primeiro disco está em curso mas numa fase embrionária. Sem pressa com a coisa, Sheila não deseja que as suas músicas sejam efémeras. Quer um trabalho que fique na memória das pessoas. Daí que avisa “vai demorar. Não sou perfeccionista, mas gosto de coisas bem-feitas”.

Sheila Jesuíta trabalha desde 2004 com a cantora Mingas. Aponta como causas de tanta longevidade a empatia entre ambas. “Mingas é um encanto de pessoa. Hoje sigo nos Ghorwane mas sempre que é necessário estou com ela. Há balizas que não conseguimos romper. Temos uma relação muito especial”.

A artista também fez coros para Stewart Sukuma, Hugh Masekela, Lira, Oliver Mtukudzi, Lokua Kanza. Esteve em palcos da Noruega, Alemanha, Costa do Marfim, África do Sul, Portugal e Zimbabwe.

Detentora de um estilo próprio, Sheila Jesuíta levanta-se às 6.00 horas da manhã. Prepara, religiosamente, o seu filho, Akeem, que vai à escola logo cedo. Depois desta missão, quando são 7.30 horas, sai de casa para o ginásio.

Já naquele espaço, começa com a sua actividade física que termina por volta das 9.30 horas. “Comecei há três anos e desde então nunca mais parei. Vou ao ginásio seis vezes por semana. Só não vou ao domingo porque não abre”.

Porque as suas idas ao ginásio visam o ganho de massa muscular, a chamada hipertrofia, Sheila “teve de dar uma mexida” na sua dieta alimentar. Come mais, desde então, aveia, mandioca, batata-doce, ovo cozido, arroz, feijão e peito de frango. Reduziu o consumo de pão e doces.

A cozinha é uma das outras paixões da corista e vocalista. Amiúde é ela que prepara os seus próprios alimentos. É também confeiteira.

Sheila é professora de música. Dá aulas de flauta transversal, piano, para iniciantes, e canto, ao domicílio. Também lecciona a cadeira de culminação de curso no Instituto Superior de Ciências e Gestão, na cidade de Maputo.

À porta de completar 35 anos, Sheila, 1,76 m, 68 quilos, considera-se pouco vaidosa. Não gosta de pintar unhas e não usa cabelos longos. Há oito anos decidiu estar sempre de cabeça rapada (carequinha).

“O meu filho não me conhece de outra forma. Ele nunca me viu de cabelo. Foi na gravidez dele que decidi mudar completamente de look”.

Nascida a 27 de Janeiro de 1984, Sheila Jesuíta é natural de Maputo. Licenciou-se na Escola de Comunicação e Arte da Música na Universidade Eduardo Mondlane.

Texto de Maria de lurdes Cossa

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